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23/06/2017 - ministro da agricultura diz que suspensao da venda da carne pode se estender a outros paises

o ministro Blairo Maggi (PP) disse nesta sexta-feira (23), em Cuiabá, que outros países também podem decidir suspender a compra da carne bovina fresca brasileira, após os Estados Unidos terem anunciado a medida, que é temporária. O Brasil havia conseguido autorização para exportar esse produtos aos americanos em julho do ano passado, depois de 17 anos de negociações. Segundo Maggi, a decisão dos EUA se baseia em questões relacionadas ao preparo e limpeza da carne, mas também pode ter sido provocada por pressão dos produtores daquele país.

O ministro falou que pretende antecipar para semana que vem uma reunião com o Departamento de Agricultura americano que estava marcada para o dia 13 de julho, a fim de tentar resolver o impasse e minimizar os prejuízos financeiros.

Segundo o Ministério da Agricultura, ainda não há definição sobre a antecipação da viagem.

"Os Estados Unidos são guias para muitos países, especialmente os pequenos da América Central. O Brasil pode perder muito se essa situação não conseguir ser resolvida rapidamente", disse Maggi.

Segundo Maggi, a decisão dos EUA se baseia no aparecimento de abcessos na carne, que são formações inflamatórias. "Isso é proveniente da vacinação contra a febre aftosa no Brasil, cuja aplicação pode provocar isso se não for feita no local correto. O problema vai ser resolvido nos frigoríficos, com a limpeza das carnes antes da exportação".

O ministro afirmou ainda que a suspensão da exportação pode ter sido provocada por pressão dos produtores dos Estados Unidos, a fim de não perderem mercado, e como reflexos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e da presença da JBS em solo americano.

"Estamos sendo penalizados pela desconfiança gerada no Brasil. Se não há confiança aqui, imagine para os importadores?", questionou.

Atualmente há uma carga estimada entre 10 e 15 mil toneladas de carne em trânsito para os Estados Unidos, por meio de navios, que poderá ser barrada. Isso provocaria prejuízo estimado de US$ 90 milhões. "Se não resolvermos a situação, essa carne deverá voltar", disse o ministro.

 
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